Na segunda edição da comunidade Leadfy Pro, o tema foi direto ao ponto: Comprar mais é vender mais?
Quem conduziu a conversa foi Jeferson Pescaroli, do time comercial da Leadfy, ao lado de Augusto Galvão, proprietário e diretor da Toronto Multimarcas. A discussão trouxe um recado claro para quem opera no varejo automotivo: o crescimento da loja não acontece na venda. Ele começa muito antes.
Vender não é difícil. Difícil é vender o que não deveria ter sido comprado
Augusto foi objetivo: a maioria das lojas quebra por erro na compra, não por falta de venda.
"Quem compra mal, vende mal. Ou pior: não vende. E o estoque vira passivo."
A venda, por melhor que seja, não compensa uma compra errada. E nesse cenário, insistir em estratégias de marketing para resolver o que é, na origem, um problema de aquisição de produto, é apenas adiamento da perda.
O que define escala? Processos de compra, não só de venda
Augusto compartilhou os bastidores da Toronto Multimarcas:
• Quase 2000 carros avaliados no ano
• Média de 30% de conversão
• Boa parte do estoque em consignação
Esses números não surgiram com sorte ou intuição. Vieram da construção de um processo. Duas pessoas dedicadas exclusivamente à compra e avaliação, com metas, funil próprio e inteligência comercial.
É o tipo de estrutura que separa operações reativas de lojas que crescem com previsibilidade.
Leads não são escassos. O que falta é estrutura para processá-los com eficiência
A Toronto capta a maioria dos veículos direto com o consumidor final, via prospecção ativa.
E os leads não chegam sozinhos. São atraídos por campanhas com foco exclusivo na avaliação, e não em “conversar com um consultor”.
O objetivo é claro: atrair veículos certos, para formar o estoque certo, que vai gerar as vendas certas.
Um dos cases mais eficazes veio de uma campanha simples, mas com um recado direto: Pare de tentar vender seu carro onde ninguém compra. A Toronto avalia e faz proposta em 30 minutos.. Resultado: mais de 200 leads gerados em 30 dias, com CPL de R$ 5
Consignação não é exceção. É estratégia
Ao estruturar um modelo forte de avaliação e captação, a Toronto transformou a consignação em ferramenta de expansão de estoque, sem comprometer capital.
Para operações que reclamam da dificuldade de ampliar estoque, o bloqueio pode não estar no caixa, e sim no modelo.
O que aprendemos com quem cresceu de forma consistente
- A venda não é o começo da operação. É o desfecho.
E o resultado daquilo que você decidiu colocar no estoque semanas antes. - Delegar a compra para quem “sobrou tempo” é um erro caro.
Avaliação é um processo. Exige gente treinada, rotina clara e foco absoluto. - Consignação não é gambiarra. É alavanca.
Desde que usada com critério e sem abrir mão da margem. - Prospecção ativa ainda é subestimada.
O lead certo não aparece. Ele é provocado. - Marketing que gera avaliação é mais valioso que o quetão valioso quanto o que gera visita.
Quem quer avaliar um carro, já tomou uma decisão. Falta você estar pronto para ela.
Para quem aplaude o resultado, mas não quer mudar o processo
Existe um ponto em que vender deixa de ser esforço. E passa a ser consequência.
Operações bem organizadas entendem isso. Estruturam a compra, dominam a avaliação, criam consistência. E colhem o previsível.
Enquanto isso, tem operação travada discutindo criativo, canal e formato. Decisões que já poderiam estar rodando de forma automática.



