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Salão do Automóvel 2025: o domínio chinês, a queda das marcas tradicionais e o que isso significa para o mercado digital automotivo

17 de dezembro de 2025

Salão do Automóvel 2025: o domínio chinês, a queda das marcas tradicionais e o que isso significa para o mercado digital automotivo

O Salão do Automóvel de São Paulo voltou em 2025 depois de sete anos sem edições, e voltou completamente diferente. O que antes era o grande palco das montadoras tradicionais brasileiras virou, nesta edição, o maior retrato do avanço chinês no setor automotivo, tanto em tecnologia quanto em competitividade de mercado.

E, se o showroom das montadoras mudou, a disputa no ambiente digital também muda. Para concessionárias, lojas multimarcas e montadoras, o impacto é direto: mais marcas, mais oferta, mais competição e muito mais necessidade de geração de leads qualificados, automação de atendimento e estratégias inteligentes de marketing digital automotivo.

A seguir, compartilho o que eu vi no evento e os pontos que mais impactam o mercado, e a operação digital das lojas de veículos e concessionárias.

Marcas tradicionais ficaram para trás, e o público percebeu

Marcas como Ford, Chevrolet, Volkswagen e até BMW, Mercedes e Audi não apareceram.  Isso, por si só, já muda completamente o termômetro do mercado.

Uma das únicas grandes presentes foi a Fiat, representando a Stellantis. Ainda assim, trazendo linhas já conhecidas e poucas inovações de fato impactantes.

Quando o consumidor compara lado a lado, preço, acabamento, tecnologia, design, a sensação é clara: as marcas tradicionais estão repetindo mais do mesmo.

E, num mercado mais digitalizado e competitivo, isso pesa no processo de decisão.

O domínio chinês não é tendência: é realidade

Se alguém ainda tinha dúvida sobre a força da China, o Salão de 2025 encerra qualquer debate.

BYD, GWM, Omoda, Leapmotor, Denza, GAC, MG, Geely e várias outras marcas tomaram conta, não apenas com volume de estandes, mas com qualidade, tecnologia e acabamento MUITO acima da média.

Alguns destaques:

Omoda 5 – para mim, o melhor custo-benefício da feira

Comparado com SUVs tradicionais da mesma faixa, o salto é evidente.

Denza U9 – o elétrico mais rápido em produção no mundo

A marca ainda trás outros modelos acima de 900 cv de fábrica, uma verdadeira aula de engenharia chinesa

GAC, Avatar, MG, Geely, luxo, tecnologia e força em todos os segmentos

De minivans de luxo com bancos de primeira classe de novos compactos competitivos contra BYD Dolphin e Ora, a China mostrou força em absolutamente todas as categorias.

Para concessionárias e lojas de veículos, o impacto é imediato: mais oferta = mais concorrência digital

Se o salão mostra o que vem por aí, a realidade é simples:

O consumidor terá mais opções, mais carros, mais preços competitivos e mais informação.

E isso significa:

✔ Mais pesquisas (Google, YouTube, TikTok)
✔ Mais comparação simultânea entre marcas
✔ Menos lealdade às montadoras antigas
✔ Processos de compra cada vez mais digitais

Para uma loja ou grupo de concessionária, isso só tem uma resposta possível:

Você precisa ser digitalmente mais competitivo.

E isso passa diretamente por:

No meio de uma avalanche de novos carros, a loja que responde rápido, atende bem e usa os dados com inteligência… vende mais.

Ausência de inovação nas tradicionais torna a disputa ainda mais desigual

Enquanto chinesas apresentavam carros com painéis, multimídias gigantes, luxo, conectividade, motores elétricos e híbridos a preços agressivos…

…marcas tradicionais mostraram:

É simples:
o consumidor vai se surpreender mais com o novo.

E surpresa gera tráfego.
Tráfego gera leads.
Leads qualificados geram vendas.

O cenário real: 2025 inaugura a era da ultra-competitividade automotiva no Brasil

O relatório de bastidores é direto:

E, num ambiente em que:

…o diferencial competitivo passa a ser o quanto sua loja está preparada digitalmente.

O presente exige um novo padrão digital do setor automotivo

Com o domínio chinês e a pressão por competitividade, as lojas que não se adaptarem vão ficar para trás.

Se o mundo real muda (carros, marcas, competição), o mundo digital muda  ainda mais:

Quem tiver:

…vai vender mais.

E quem não tiver, vai perder espaço num mercado cada vez mais agressivo.

O Salão do Automóvel 2025 deixou isso claro: com tanta concorrência não existe mais espaço para improviso digital.

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